No passado dia 11 de janeiro o Centro Voluntário do Sofrimento (CVS) realizou o seu encontro de início de atividade pastoral na Diocese do Porto, contando com a presença de cerca de 50 pessoas.

Na Casa Diocesana – Seminário do Vilar, começava a caminhada do CVS Porto, numa Eucaristia presidida pelo padre Johnny Freire, Moderador Geral dos Silenciosos Operários da Cruz (SOdC) e co-celebrada pelos padres: Abílio Rodrigues, Assistente Diocesano do CVS no Porto, nomeado recentemente por D. Manuel Linda e Jerónimo Nunes, pertence aos missionários da boa nova, onde estiveram presentes pessoas com deficiência, com os seus familiares e vários voluntários.

Também marcaram presença vários membros dos diferentes grupos CVS: Setúbal e Aveiro para além, obviamente do grupo do Porto que está a iniciar a sua caminhada. No final da Eucaristia foi feita uma oração em grupo, escrita por um responsável do CVS Porto, o Dr. João Amado.

De seguida foi tempo de almoço e convívio, importante para criar laços e estabelecer relações.

Recomeçando a nossa tarde com as breves palavras do Dr. João Amado que apresentou os primeiros passos do CVS na diocese do Porto, depois foi proposto pelo Pe. Johnny Freire, que nos dividíssemos em vários grupos. Cada grupo teve a oportunidade para se apresentar entre si, e partilhar um pouco da sua experiência de vida e do seu dia, ainda fomos desafiados a escrever num papel uma palavra que a Cruz de Cristo nos transmitiu a cada um de nós.

Cada grupo escolheu um porta-voz para partilhar as palavras do mesmo com as restantes pessoas. Depois a Ir. Marta Couto, responsável pelo CVS em Portugal dos Silenciosos Operários da Cruz (SOdC) fez uma breve apresentação sobre o sofrimento.

Em conclusão cada um deixou a sua palavra junto à cruz e posteriormente, fomos buscar uma palavra de outro elemento do grupo. Arrisco-me a dizer que cada um saiu com a certeza de que Deus nos ama tal e qual como somos, independentemente das nossas limitações, diferenças e defeitos.

Segue um testemunho de uma voluntária que esteve presente nesse encontro:

Houve um encontro no Porto que não foi apenas um momento no tempo, mas um encontro com o meu propósito.

Organizado pelo Centro Voluntário de Sofrimento, foi uma experiência única, daquelas que não se explicam, sentem-se.

Ali, o sofrimento não é um peso isolado, mas um ponto de encontro. Tornou-se ponte, linguagem comum, espaço de escuta e de presença verdadeira. Aprende-se que amar não é um gesto grandioso, mas uma disponibilidade diária no facto de estar, ouvir, cuidar, fazer pelo outro sem esperar nada em troca.

Há silêncios partilhados, olhares atentos, partilhas profundas, que fazem nascer algo raro, uma família que não se escolhe pelo sangue, mas pela entrega.

Uma família feita de fragilidade, coragem e compaixão. O CVS é assim casa, um lugar onde é permitido ser inteiro, com as dores e com a esperança, sem máscaras, onde o amor cresce quando é partilhado, que o outro nunca é um estranho, e que a verdadeira força nasce quando nos permitimos cuidar uns dos outros.

Testemunho: Filipa Rocha